2021: o ano que eu quase desisti

Sabe aqueles anos que a gente não sabe se agradece ou sente alívio por que acabou? 2021 foi assim para mim! Um ano de extremo autoconhecimento e maturação, e isso dói!

Vou começar do início: eu sempre fui muito dedicada ao meu trabalho! Já trabalhei 14h por dia, já passei mais de 10h sem comer atendendo direto, já vivi a base de alimentos líquidos para poder tomar rapidamente entre um paciente e outro, já atendi em domingos… e eu achava isso normal! Eu inclusive não sabia com o que gastar o meu dinheiro, pois não tinha nem tempo para planejar ou sonhar com algo, ia tudo no automático…

Era um período tão confuso que eu não me sentia confortável em estar em casa, ou de folga, pois eu não sabia o que fazer nestes momentos, afinal, o meu “normal” era estar trabalhando, me sentindo útil e cuidando dos outros.

Até que eu comecei a sentir os efeitos disso, quando reabri o consultório em 2020, após uma breve pausa para me dedicar aos estudos. Isto porque em 2019 eu trabalhei quase nada, vi coisas por outro ângulo, fiz muita terapia, e comecei a sentir o gostinho de viver de verdade, de conversar com pessoas, de não fazer nada, de curtir o meu espaço.

E sabia que não ia longe profissionalmente se retomasse os velhos hábitos doentes e de auto destruição! Tanto que em 2021 fui diagnosticada com síndrome de burnout: eu me sentia tão esgotada, tão desanimada, que pensei até em mudar de área de atuação. Mesmo amando o que eu fazia, eu não via mais tanto propósito, aí eu vi que precisava mudar!

Comecei a delimitar mais os horários de trabalho, para poder ter a vida profissional e pessoal equilibrada, e este processo está cada vez mais natural para mim. No início eu confesso que me sentia como se estivesse abandonando meus pacientes, e pensava “mas eu não vou conseguir cuidar de tal pessoa se mudar” e me sentia angustiada, mas, E EU?

Em que momento eu passaria a me cuidar, a curtir a minha casa, a ter tempo para ler, para assistir série, estudar outros assuntos aleatórios, passear, namorar, ficar com o meu gato, cuidar do meu corpo e psicológico?

Eu sempre colocava os demais a frente das minhas necessidades, e achava que “tudo bem, um dia eu paro com isso”, até perceber que não, esse dia é o agora, que o corpo sente e a saúde mental reflete em tudo, a ponto de eu querer desistir!

E eu, que sempre ouvi “Primeiro o dever, depois o lazer!”, que o nosso valor está no trabalho, e que dizer não ou se colocar em primeiro lugar é feio, fui obrigada a mudar, e como isso doeu e ainda dói!

Ainda hoje me pego fazendo autossabotagem, driblando os combinados que eu fiz comigo mesma, e que sei que são importante e que eu quero cumprir, pois aprendi a curtir os momentos fora do trabalho e ver que a vida é agora!

Sair da zona de conforto (que eu chamo de desconforto) é um processo, e nesse processo passamos por momentos de questionamentos, de angústia, medo, ansiedade até começar a ver a parte positiva aparecendo, mas vale a pena!

Hoje me sinto muito melhor no trabalho, tenho vontade de levantar e ir para o trabalho, e tenho vontade de sair do trabalho e fazer as minhas coisinhas, ter meus hobbies e atividades pessoais! Amadurecer e mudar pensamentos e hábitos é um processo, por vezes, é pesado, mas eu asseguro: vale muito a pena! A VIDA É AGORA, e se você se identifica, eu te pergunto? Até quando tu vai te matar (e isso é real) para dar aos outros o cuidado que deveria estar dando primeiro a si mesm@???

Júlia Schuch

Biomédica Esteta – CRBM-5: 5339
Publicado dia 25/01/2022
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